IBSP ANALISA DADOS DO ANUÁRIO 2026 NA GRANDE MÍDIA

Nos dias 23 e 24 de julho de 2026, o Instituto Brasileiro de Segurança Pública (IBSP), por seu presidente, Prof. Dr. Azor Lopes da Silva Júnior, foi chamado para analisar os dados publicados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em seu Anuário de Segurança Pública – 2026, na Record News, STB News e BandNews TV. Azor Lopes sustentou que políticas públicas eficazes devem ser construídas sobre evidências estatísticas corretamente interpretadas, distinguindo números absolutos de indicadores proporcionais, e que o enfrentamento da violência exige atuação integrada entre segurança pública, assistência social, educação e justiça. Enquanto as entrevistas à BandNews e à Record News enfatizam sobretudo o crescimento dos feminicídios, a necessidade de fortalecimento das redes de proteção e a prevenção da violência doméstica, a entrevista ao SBT News amplia essa reflexão para incluir a transformação econômica do crime organizado, defendendo o fortalecimento da inteligência financeira, o combate à corrupção institucional e a formulação de políticas públicas capazes de enfrentar simultaneamente as causas sociais da violência e os mecanismos financeiros que sustentam a criminalidade organizada.

 

Record News – Programa Conexão Record News – Clique aqui

No Conexão Record News, da Record News, Azor Lopes aprofundou especificamente a discussão sobre o crescimento dos feminicídios, defendendo que o problema não decorre da ausência de legislação, mas da dificuldade de transformar os instrumentos jurídicos existentes em proteção efetiva às mulheres. Destacou a importância da Lei Maria da Penha, da criminalização do stalking e da ampliação das medidas protetivas, observando, contudo, que a violência doméstica permanece essencialmente vinculada a fatores culturais, cuja transformação exige educação permanente e mudança gradual de comportamento das novas gerações.

Durante a entrevista, chamou atenção para a profunda desigualdade existente entre as grandes capitais e os pequenos municípios brasileiros. Enquanto os grandes centros dispõem de delegacias especializadas, tecnologia e maior estrutura policial, milhares de municípios carecem de equipes multidisciplinares capazes de oferecer acolhimento psicológico, assistência social e apoio econômico às vítimas. Sustentou que o verdadeiro desafio consiste na construção de uma rede integrada de proteção que permita interromper o ciclo da violência antes da ocorrência do feminicídio, defendendo que a prevenção depende da atuação conjunta do Estado, do Ministério Público, do Poder Judiciário, da imprensa e da própria sociedade.

 

SBT – Programa News Noite – Clique aqui

Na entrevista ao News Noite, do SBT, Azor Lopes ampliou o debate para além da violência doméstica, iniciando sua análise pela correta leitura das estatísticas do Anuário de Segurança Pública – 2026. Ressaltou que os indicadores proporcionais revelam realidade distinta daquela percebida apenas pelos números absolutos e reiterou que a maioria dos municípios brasileiros não dispõe de estrutura suficiente para enfrentar preventivamente a violência contra a mulher. Defendeu que a insuficiência das políticas de assistência social, muito mais do que a ausência de repressão policial, explica parte significativa da persistência dos elevados índices de feminicídio, especialmente em contextos marcados pela pobreza, dependência econômica, alcoolismo e consumo de drogas.

Na segunda parte da entrevista, desenvolveu uma análise abrangente sobre a evolução do crime organizado, afirmando que as organizações criminosas deixaram de atuar exclusivamente no tráfico de drogas para se converterem em sofisticadas estruturas econômicas voltadas à lavagem de capitais e à infiltração na economia formal. Defendeu que o combate eficiente às facções exige políticas de inteligência financeira, rastreamento patrimonial e fiscalização rigorosa da evolução patrimonial de agentes públicos eventualmente envolvidos com corrupção, sustentando que a principal estratégia contemporânea de enfrentamento ao crime organizado deve concentrar-se no seguimento dos fluxos financeiros ilícitos e não apenas na repressão operacional tradicional.

 

BandNews TV – Programa BandNews Hoje – Clique aqui

Na entrevista concedida ao BandNews Hoje, da BandNews TV, Azor Lopes concentrou sua análise na correta interpretação dos dados do Anuário de Segurança Pública – 2026, advertindo que a percepção da violência frequentemente decorre da divulgação de números absolutos, quando a formulação de políticas públicas exige a análise das taxas proporcionais e das diferenças regionais. Destacou que, proporcionalmente, os maiores índices de criminalidade concentram-se nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, realidade fortemente influenciada pela vulnerabilidade socioeconômica e pela predominância de pequenos municípios, que representam cerca de 88% das cidades brasileiras e possuem limitada estrutura estatal de proteção às vítimas.

Ao abordar a redução de alguns indicadores criminais, como homicídios e roubos de celulares, ressaltou que isso não significa necessariamente maior sensação de segurança para a população, sobretudo diante da reorganização permanente do crime organizado e da expansão dos estelionatos digitais. Em seguida, desenvolveu ampla reflexão sobre o crescimento dos feminicídios, sustentando que o Brasil dispõe de um arcabouço jurídico adequado, mas que a efetividade da proteção depende da superação da subnotificação, do fortalecimento das redes multidisciplinares de atendimento, da educação para mudança cultural e da atuação integrada entre Estado, imprensa e sociedade, ilustrando essa realidade com experiência profissional vivenciada no Tribunal do Júri.

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redação

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