Brasil – Nossa História

Nossa história também têm suas distorções. Há os que creem em quem viveu e construiu esse país, e outros, que seguem os que reescreveram, com viés pessimista e negativista de nosso passado. Prefiro sustentar minha paixão pelo Brasil, nos verdadeiros registros, daqueles que viveram e fundaram.

Portugal era, em meados do século XII, um dos menores reinos, porém, conseguia manter sua independência frente às Espanhas. Antecipando-se ao tempo, foi ele, transformado no primeiro Estado Nacional Moderno de administração centralizada, e este Estado – entidade soberana – assume efetivamente a liderança de nação organizada. Assim, se lançou na busca de novas terras, diante da dificuldade de crescer no velho continente.

A descoberta do Brasil não foi por acaso, mas fruto de uma estratégia devidamente planejada de expansão. No povoamento havia alguns condenados, mas por infrações de pouca gravidade. Registros demonstram que o Brasil atraia os melhores de Portugal. Pontes de Miranda nos “Comentários à Constituição de 1969, Tomo I”, quando diz sobre os portugueses, no século XVI, diante do declínio de Portugal: “os que sentiam ou perceberam essa curva histórica saíram de lá; os mais cobiçosos para a Índia, os mais construtivos para o Brasil.

João deixou claro que viria para o Brasil, “fundar um império na América”, e assim o fez. Demonstra isto quando, em 1815, separou o Brasil do corpo político português, elevando-o à condição de reino, embora unido à cabeça do mesmo Rei. Outro fator importante a ressaltar é que, forçado pela assembleia constituinte portuguesa a retornar à capital, D. João deixa seu herdeiro, o Príncipe D. Pedro, como Regente do Reino do Brasil, cuja missão foi a de cuidar e manter a integridade do novo reino. Este mesmo D. Pedro, ante as atitudes das Cortes, liderou o povo na preservação de sua integridade nacional.

Vale lembrar que o termo colônia tem dois sentidos; primeiro – do Brasil -, de aproveitamento por povos civilizados, de terrenos incultos, e segundo, a exploração de povo pelo mais forte.

Pontes de Miranda diz ainda, que “O Brasil não fora colônia, nunca o foi”, até porque esta palavra nunca foi empregada durante o período de expansão do Brasil, segundo os escritos da época. Eram utilizadas as palavras: povoamento e povoadores; nunca colonização ou colonizadores.

Em relação às nossas riquezas, dizem que levaram todo nosso ouro, mas em 128 anos de mineração, o quinto (Imposto cobrado de 20%) rendeu 280 contos por ano; só o custo com o funcionalismo público no Brasil atingia três mil contos. O imposto cobrado nos 128 anos, pela Fazenda Real, foi igual à produção do mesmo metal em três anos (1926 a 1929) arrecadado pela Inglaterra, nas minas do Transvaal, na União Sul-Africana.

Se com este dinheiro alguns palácios foram construídos, e o foram, não podemos desprezar o custo com militares, armamentos, e expedições que garantiram ao Brasil a metade do território da América do Sul.

Como assim?

Primeiro, os republicanos históricos partiram da premissa de que a monarquia do Brasil era “planta exótica”, sem base em nossa história, razão pela qual se fazia necessário desqualificar o passado português no país. Segundo, correntes de ideologia marxista, para as quais a história é necessariamente choque de forças econômicas de produção, para explicar nossa história, criaram um passado de exploração e colonialismo.

Devemos ser gratos ao povo português, que fizeram a opção pela busca de novos mundos, usando a ciência naval para novas conquistas e deixando um legado de muita união e amor por esta Terra de Santa Cruz, hoje chamada de Brasil.

Sobre o autor:

Jean Charles Oliveira Diniz Serbeto, é Coronel da Reserva da Polícia Militar de São Paulo, Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Rio Preto, graduado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos em Segurança Pública, Vereador em segundo mandato e atualmente Presidente da Câmara Municipal de São José do Rio Preto (SP). Currículo:http://lattes.cnpq.br/4614488093231535.

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