A SEGURANÇA PÚBLICA E A ESTRATÉGIA GARANTISTA PARA A REVOLUÇÃO CULTURAL GRAMSCIANA

  • Fernando Luiz Lopes
  • Nazareno Marcineiro Universidade do Sul de Santa Catarina e Faculdade da Polícia Militar de Santa Catarina
Palavras-chave: Revolução cultural;, Ideologia gramsciana;, Direito penal mínimo;, Segurança pública.

Resumo

Este trabalho pretende apresentar algumas reflexões sobre a influência da revolução cultural na segurança pública brasileira, apregoada pelo filósofo italiano Antonio Gramsci para impor a ideologia marxista. A estratégia, denominada de guerra cultural, visa obter o poder e a hegemonia da ideologia de esquerda, atingindo e subvertendo o senso comum de uma determinada cultura. Busca-se, ainda, verificar o impacto dessa postura ideológica nas teorias jurídico-penais que visam minimizar o papel social das instituições de distribuição da justiça, mormente aquelas que exercem o poder de polícia, que poderiam impor dificuldades no avançar das pretensões revolucionárias. Para embasar o presente estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, através do método dedutivo, por meio de objetivos explicativos, ainda sob uma abordagem qualitativa. Chegou-se ao resultado de que há fortes influências da ideologia gramsciana no Brasil e no direito penal mínimo. Conclui-se, portanto, que há imbricada relação de causa e consequência do gramscismo como fator de importante impacto na segurança pública brasileira, em decorrência da guerra cultural.

Biografia do Autor

Fernando Luiz Lopes

Major da Polícia Militar de Santa Catarina. Bacharel em Segurança Pública pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública.

Nazareno Marcineiro, Universidade do Sul de Santa Catarina e Faculdade da Polícia Militar de Santa Catarina

Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2017) com enfoque em avaliação de desempenho e tomada de decisão, Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001), com concentração em Gestão da Qualidade, especialista em Gestão Estratégica da Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2006), graduado no Curso de Formação de Oficiais pela Academia de Polícia Militar de Santa Catarina (1982), e no Curso de Instrutor de Educação Física pela Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo (1985). Atualmente é coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar de Santa Catarina, tendo exercido os cargos de Comandante-Geral entre janeiro de 2011 a maio de 2014, Presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais de Polícias e Bombeiros Militares (2012) e Diretor da Força Nacional de Segurança Pública (2015). É professor da Universidade do Sul de Santa Catarina das disciplinas Planejamento Estratégico na Segurança Pública, Inteligência Aplicada e Elaboração e Gestão de Projetos e Professor das disciplinas Teoria Geral das Ciências Policiais e Polícia Comunitária no Curso de Ciências Policiais do Centro de Ensino da Polícia Militar de Santa Catarina. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Política e Planejamento Governamentais, atuando principalmente nos seguintes temas: Planejamento Estratégico da Segurança Pública, Polícia Comunitária, Sistema de Segurança Pública, Avaliação e Gestão de Desempenho de Organizações de Segurança Pública.

Referências

ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução a Metodologia do Trabalho Científico. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
CARVALHO, Olavo de. A Nova Era e a Revolução Cultural – Fritjof Capra & Antonio Gramsci. 4. ed. Campinas: Vide Editorial, 2014.
CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. 8. ed. Rio de Janeiro: Record, 2014.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
GARSHAGEN, Bruno. Direitos máximos, deveres mínimos: o Festival de Privilégio que Assola o Brasil. 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2018.
GORDON, Flávio. A corrupção da inteligência: intelectuais e poder no Brasil. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 2018.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
OLIVEIRA, Gilberto Callado de. A verdadeira face do direito alternativo. 6. ed. Curitiba: Juruá, 2012.
PASOLD, Luiz Cesar. Prática da Pesquisa Jurídica. 4. ed. Florianópolis: OAB/SC, 2000.
PESSI, Diego; SOUZA, Leonardo Giardin de. Bandidolatria e Democídio: ensaio sobre o garantismo penal e criminalidade no Brasil. 1. ed. São Luis: Livraria Resistência Cultural, 2017.
REIS, Gilberto Protásio dos. O Instituto Brasileiro de Segurança Pública e o desafio da escolha do paradigma para alta performance na observação científica da criminalidade. Revista do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, São José do Rio Preto, v. 1, n.1, p. 24-54, jan./jun. 2018.
SILVA JÚNIOR, Dequex Araújo; REIS, Gilberto Protásio dos. A “Crise Orgânica” Estimulada na Segurança Pública Brasileira. Revista do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, São José do Rio Preto, v. 1, n.2, p. 48-70, jul./dez. 2018.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Économie. Em: Diderot & D`Alambert (Eds.). Encyclopédie, or Dictionnaire Raisonée des Sciences, des Arts et des Métiers par une Société des Gens de Lettres (Nouvelle Édition. Tome Onziéme). Genéve: Pellet Imprimeur-Libraire, 1777.
TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à Pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
VOLKOGONOV, Dmitri. Stalin: triunfo e tragédia. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
Publicado
2020-01-05
Como Citar
Lopes, F., & Marcineiro, N. (2020). A SEGURANÇA PÚBLICA E A ESTRATÉGIA GARANTISTA PARA A REVOLUÇÃO CULTURAL GRAMSCIANA. Revista Do Instituto Brasileiro De Segurança Pública (RIBSP), 2(2), 82-104. https://doi.org/https://doi.org/10.36776/ribsp.v2i2.57